Show do Smashing Pumpkins no Rock In Rio Lisboa na íntegra!

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E vale pela cover de "Space Oddity"!

As 1000 Músicas da Minha Vida - Parte 21

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"Corpo Fechado"; O primeiro filme sério sobre super-heróis.

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                                                                "Corpo Fechado"
                                                               ("Unbreakable" - 2000)

Partindo da premissa que nesse mundo extremamente infincado em crenças absurdas, pessoas com dons super-humanos existissem, vocês acham que realmente eles, ao descobrirem seus poderes, sairiam por aí usando uma cueca em cima da calça ou uma máscara de morcego?

Se sua resposta é não, “Corpo fechado” (Meus Deus, tenha piedade do tradutor nacional), ou “Inquebrável”, que é o título original e apropriadíssimo, vai se tornar o seu filme de super-heróis preferido logo na primeira tentativa, agora, se você adorou como metade deste planeta o excepcional Thriller “O sexto sentido”, e se deixou levar pela alcunha mística que a tradução do título carrega, meu amigo, desculpe, mas seu dinheiro nunca foi tão mal gasto.

E foi isto que, infelizmente, aconteceu. Muita pessoas, que naturalmente esperavam uma espécie de ‘O sexto sentido 2’ (o que será que o menino veria?, animais mortos?), saíram naturalmente decepcionadas no final da sessão.

Mas o filme é sim, muito bom. Parte da natureza básica dos antigos heróis, e conta que sempre existe um peso contrário entre o bem e o mal. David Dunn (encarnado pelo mais uma vez ótimo Bruce willis) acorda todas as manhas e não vê um sentido para sua vida; marido de um casamento falido, pai ausente, nada parecia ir bem em sua patética e infeliz vidinha suburbana, até que algo acontece, e David conhece Elijah Price (Samuel L. Jackson), um homem que, devido a uma rara doença óssea, que o torna frágil como vidro, viveu metade da sua vida enfurnado em revistas em quadrinhos e teorias sobre a vida que lhe foi concebia; a de que se existe alguém frágil como ele, deve existir alguém invencível, ‘inquebrável’, enfim. Determinado a provar essa teoria, Elijah passa a perseguir David, até que somos apresentados a uma das melhores e mais bem boladas origens de um herói já mostrada no cinema. 

Sim, ‘super-herói’, não me venham com preconceitos, poucos sabem que HQ é sim uma fonte de criatividade extremamente importante para o cinema, só que muito mal representada nela. Talvez, os melhores filmes sobre heróis não trazem, exatamente, heróis de quadrinhos. Assim foi com “Matrix”, e é assim com “Corpo fechado”.

Assista de mente aberta. Preferencialmente, sem medo de ver pessoas mortas (se é que vocês me entendem). 


Garbage; Show na íntegra!

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Mick Jagger, Arcade Fire e Foo Fighters no SNL!

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Mick Jagger and Arcade Fire: "The Last Time":
Mick Jagger and Foo Fighters: "19th Nervous Breakdown"/"It's Only Rock 'n Roll (But I Like It)" 

"Amélie Poulain"; Assista algo que te deixe feliz...

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"O Fabuloso Destine De Amélie Poulain"
("Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain")
França - 2001

Com uma habilidade absurda, Jean Pierre Jeunet nos apresenta ‘Amélie’, uma jovem problemática, estranha, porém doce, sonhadora e decidida a trazer felicidade a pessoas tão diferentes quanto um velho rabugento á uma dona de casa desamada. 

Uma fábula leve, mas com diálogos e, principalmente, situações surreais. Amélie não teve uma infância normal, não tem uma vida normal, mas é a mais normal das pessoas a sua volta, talvez, a que mais acordada está.

Não, o filme passa longe de ser triste, muito pelo contrário, a sensação de leveza que eu sai após a sessão quase me fez lembrar de “Forrest Gump”. Á francesa é claro...

E nesse quesito é que mora a grande e verdadeira estrela do filme: Jeunet, depois de se decepcionar com o mercado americano, em “Alien: A ressurreição”, ele está obcecado a criar o cinema francês ‘pop’, se é que isso um dia foi imaginado pela terra dos filmes difíceis e densos emocionalmente. 

Uma edição hábil e videocliptica, as situações, ora hilárias (a idéia do anãozinho de jardim viajando, para fazer o pai de Amélie fazer o mesmo é linda), ora estranhas (bem, o filme é francês, não é?...), ora tocantes (a relação entre Amélie e o Sr. da casa de vidro), parecem saídos da mente de um David Fincher doce, ou um Danny Boyle menos intuitivo. Um dos melhores filmes que eu vi na vida...


As 1000 Músicas da Minha Vida - Parte 20

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"Kill Bill"; O orgasmo Tarantinesco

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"Kill Bill - Volume 1" 

Alguma vez na sua vida, você já deu tudo de sí? O melhor que você pode chegar? Traduziu seu trabalho, seu esforço numa coisa que, dando resultado ou não, vai ficar pra semrpe no seu coração como o seu ápice pessol?

Um ex-balconista de vídeo locadora que, num sonho de cinderella, virou o cineasta 'nirvana', ou seja, aquele que colocou o dedo 'alternativo' no mainstream, com classe, integridade e inteligência, conseguiu esse feito épico.

Depois de sua estréia como diretor, com o cultuado e sanguinário 'Cães de aluguel', em 1992, Quentin Tarantino, o nome em questão, passeou pelo sucesso total e o reconhecimento, alcançado no inigualável 'Pulp Fiction', de 1994, e pelo provável enterro de seu nome, no injustiçado 'Jackie Brown', de 1998. Onde mesmo não conseguindo o resultado esperado dado o valor do elenco, ele foi melhor que todas as suas contrapartes espalhadas por aí.

Sua influência foi sentida nos quatro cantos do cinema ('Jogos, trapaças e dois canos fumengantes', 'Regras da atração', 'Amnésia', 'Clube da luta', só pra citar alguns), e a única notícia que tinhamos de seu nome era, na verdade, outro nome; 'Kill Bill', definido por vários extremos, e todos estranhos; Western italianão espagueti, trasnposição de animé, tradicional filme de kung fu, estilo 'Poltrona R' (lembram?), até a tradicional trama 'tarantinesca' de vai e volta no roteiro, com atores renomados alugando seus serviços por prestígio.

Então, de 'bloqueio criativo' (que muitos disseram que ele estava passando) até uma saga dividida em dois capítulos picotada e editad milhares de vezes, o que se passa na cabeça desse cara?

Agora, depois de meses de atraso, somos presenteados com a primeira parte de 'Kill Bill' e, para que todas as metralhadoras apontadas para ele sejam abaixadas, temos nada mais nada menos que a obra prima de um diretor no ápice de sua criatividade.

É melhor que 'Pulp Fiction'? Não. Mas é diferente, e por isso, é tão bom quanto.

Já na introdução, a aula de cinema trash começa. Numa seqüencia pesada e densa, vemos o começo do suplício e da saga de Uma Thurman, ou d'a 'Noiva', personagem escrito por Quentin especialmente para ela (tão especialmente, que é até compartilhada nos créditos), uma assassina profissional, que sem motivo aparente nesse primeiro capítulo, é traída por seu chefe, o Bill do título, e é praticamente morta por seus antigos parceiros. Ao som de 'Bang Bang (you shoot me down)', na voz de Nancy Sinatra, já sentimos o gosto do diretor. O caldeirão pop começa.

Voltando á vida depois de quatro anos em coma, Thurman (que em nehum momento tem seu nome revelado no filme), parte para a vingança contra sua ex-equipe, e vai eliminando um por um até chegar em Bill, seu ex-amante além de chefe.

Ponto. A história é essa. 'Só isso?', você deve falar. Mas a história é o menos importante, o que surpreende em se tratanto de um filme com dois capítulos, que tendem a serem enfadonhos quando se tem pouco o que dizer (não é Peter 'LOTR' Jackson?). O mais importante é a narrativa, o clima e as referências pipoca, marca registrada, e aqui, muito bem aproveitadas pelo diretor.

Começando por Uma Thurman, linda de doer. Como ela ficou do jeito que está em 'O Pagamento', eu não sei. Acho que o filme era tão ruim que ela se disfarçou, não é possível. Ela é o Bruce Lee de Tarantino, sua musa inspiradora. O liquidificador por onde passam todas as situações. Numa atuação impecável em todos os sentidos.
O filme é surreal até a alma, como um desenho animado exagerado, bem ao estilo dos orientais mesmo, com sangue jorrando como se fosse esguicho, mas não é impressionante; É engraçado! Divertido mesmo. Ninguém pode levar á sério, senão, já entrou pela oprta errada. 

A narrativa é lenta, cativante e, incrivelmente, fiel ao estilo do diretor. A divisão por capítulos, a eterna boca suja politicamente incorreta até a medula e, claro, a trilha sonora matadora, estão todas aqui. Mas com um charme e uma ponderação dignas de elevação de qualidade mesmo. O cara se entendeu e faz com consciência. Um baile violento, sanguinolento e fetichista. Fetichista? Isso mesmo. E como.

Do sangue escorrendo pelo corpo escultural de Vivica A. Fox, aos dedos dos pés de Uma Thurman. Passando por uma assassina cruel vestida como colegial japonesa, até uma sensual Darryl Hanna com um tapa-olho (?!?!), o filme transpira sensualidade kitsch, onde ver mulheres lutando até a morte nunca foi tão bacana.

Engraçado, frenético, uma edição ESPETACULAR, idéias que transpiram criatividade, vigoroso, bocudo, sacado, sexy, milimétrico... faltam palavras para definir essa obra prima do novo milênio.

Olhando pra trás, ele nos mostra o que é cinema, sem ser cabeça e sem dar nenhuma resposta a dor espiritual de ninguém. Mestre...



"Kill Bill - Volume 2" 

Se no primeiro volume de 'Kill Bill' a audiência estranhou o diretor Quentin Tarantino pelo sangue exagerado e pelas várias cenas de ação, aqui o sentimento vai ser maior. Propagado como 'mais tarantinesco', o segundo volume da saga da Noiva criada por ele e por sua musa inspiradora Uma Thurman (ainda mais bela que no primeiro filme) é mais sentimental, pouco arrojado, porém, extremamente surpreendente... e claro, espetacular.

Mais uma vez em capítulos intercalados, o filme evolui num ritmo constante, crescente, engraçado e sem nenhum pingo de vergonha das suas origens, que mais uma vez, estão espostos em carne viva; filmes de kung-fu chinêses e faroestes italianões, com closes e músicas bregas o tempo todo. O cara é a contramão com estilo...

Diálogos sensacionais (a teoria sobre o Superman que David Carradine, o Bill do título, desenvolve no final do filme é genial!!!), algumas cenas de luta (a melhor delas entre Uma e Darryl Hannah, com um final de rolar de rir e de vomitar de nojento), segredos revelados (como a noiova ganhou seu treinamento, porquê tentaram mata-lá, qual a sua relação real com Bill, onde está sua filha... e o principal, o seu nome...).

Tudo regado e conduzido com o sarcasmo e o humor impressionante de Tarantino, que está afiado e com um timing pra edição fantástico. Já pode ficar mais seis anos sem fazer nada de novo...

"Inteligência Artificial"; Chore com Spielberg!

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"Inteligência Artificial"
(A.I., de Steven Spielberg - 2001)

Uma criança acorda e olha para o mundo. O que ela vê?

David vê coisas que não foram idealizadas para ele: uma família feliz? ir à escola depois do café?


David é a primeira "Inteligência Artificial Emocional", criada para amar, vivida (realmente VIVIDA) por Haley Joel Osment (o menino-idoso). Um filho perfeito, incapaz de abandonar aqueles que ama, porém, o Homem pode amar aquilo que não pode subjulgar?

Idealizada por Stanley Kubrick e realizada por Steven Spielberg, a idéia é retratar a jornada de um ser infeliz simplesmente por ter negado o direito de amar. Nas mãos frias de Kubrick, tudo seria gélido, feito para você se sentir incomodado, mas nas mãos de Spielberg tudo se torna uma bela fantasia.

O filme é mágico, demasiadamente lento (como a maioria dos filmes de Kubrick), aristocraticamente feito para você chorar (graças ao diretor), contém uma das melhores visões de futuro que já vi, racionalmente possível. 

Como não chorar? Mesmo se for por causa de Spielberg, o homem que teria a capacidade de transformar "2001, Uma Odisséia no Espaço" em "E.T". Entendeu? 

Bem, é claro que para o grande público, isso não importa, e a obra ficou bela, tocante e mágica.
David é abandonado pela sua "mãe", eles não precisam mais dele, do "super brinquedo". Sua jornada de obsessão se inicia pelo submundo da humanidade, totalmente insegura da sua existência, destróem máquinas para provar sua supremacia, que entendemos, está prester a acabar.

David vê tudo isso, mas mesmo assim, é como nós que ele quer ser, os humanos imperfeitos-porém- adoráveis. 

Nas mãos de Kubrick, seria uma das mais densas experiências da sua filmografia, porém, com Spilberg, nos sentimos em "Alice No País Das Maravilhas". Como um pinóquio cibernético, David procura pela sua "fada azul", aquela que ira torná-lo humano, e, só assim, ele poderá reconquistar o amor de sua mãe.

Mas, eu não acredito no amor de David, acredito na sua incrível capacidade e tenacidade para ser humano, mas o que ele quer é aceitação social. Essa é uma das questões básicas, David é muito mais humano que aqueles que o rejeitaram, a mente do ser humano nunca vai ser pura como a dele, e mesmo assim, é como nós que ele quer ser... ora, por favor!

Obviamente é cinemão de primeira! 

E... não ligue pra mim... Chore com Spielberg.


"Cidade de Deus", ou terra de meninos...

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...: “Cidade de Deus" :...
Brasil - 2002
Dirigido Por Fernando Meirelles e Kátia Lund
Com: Leandro Firmino Da Hora, Alexandre Rodrigues, Seu Jorge, Douglas Silva, Phellipe Haagensen, Matheus nachtergaele e Roberta Rodrigues.
Duração: 130 Min.

Existe várias formas de nós encararmos 'Cidade De Deus'; Um relato, um testemunho, uma revolução, um martírio, um oportunismo.
UM PUTA FILME...

Sim, quer queiram ou não, o filme é tudo isso, de bom e de ruim, de acertos e tropeços. Transforma o drama de uma chaga aberta no Brasil há anos em um veículo videocliptíco das mazelas, das bondades, das vidas incomuns, como a de uma pessoa que nasceu presa na sua própria incapacidade de melhorar, e nas histórias cotidianas de quem só quer ser alguém na vida.

O ritmo dita a sua emoção. No começo, com todo tipo de escudo preparado para vermos um filme violento e sério, somos jogados á uma história leve, romântica, por demais engraçada ás vezes. Quando nos acostumamos com esse ritmo, vemos aquela pobre criança ranhenta implorando pelo o que não conhece. Vemos a vida do comparsa do vilão ser tirada só por ele ser pentelho (e como era...). Onde está a risada agora?
Da luz da praia, do primeiro beijo, da primeira transa, das felicidades com coisas pequenas que se tem quando não se pode escolher muito, recebemos um cuspe na cara da guerra sem sentido do tráfico de drogas, de pessoas boas corrompidas justamente por serem boas, o terceiro poder mandante. Tudo, mais tudo mesmo, muito bem feito, com uma paixão, uma visão, uma garra que nunca...NUNCA... aconteceu antes na história do cinema Brasileiro.

Alguém lá fora escreveu que esse é 'Os Bons Companheiros' (Filme de Scorcese, sobre a máfia Italiana em Nova York) do terceiro mundo. E é. Até mais do que isso.

A felicidade de Fernando Meirelles e Kátia Lund na intenção da oficina de atores, selecionando jovens nas comunidades do Rio de Janeiro, trouxe uma alma crua, insinuante. O olhar cheio de frustração de Zé Pequeno (o magistral Leandro Firmino), a simplicidade de Buscapé (Alexandre Rodrigues), a malandragem de Dadinho (Douglas Silva). Tudo coeso, firme, documental. Um tapa na cara e um afago.

O roteiro, baseado no livro homônimo, é um dos melhores já escritos no Brasil. Suas reviravoltas, suas tramas paralelas, suas mudanças de andamento. 'Pulp Fiction' as vezes. Empolga já na primeira observada. Ninguém sai ileso do petardo.

Assista uma, duas, três vezes. Em família, com os amigos, principalmente se não entenderem nada de cinema. Colha as opiniões e perceba o quanto o filme calibra o instinto questionador das pessoas. O quão indignados, porém ao mesmo tempo leves, saem da sessão. Incompreensívelmente felizes.
Profundamente tocados.

O melhor filme Brasileiro de todos os tempos.

Alguém se habilita?

Por Márcio Souza...Souza é o caralho meu nome é Guariba, Porra...


As 1000 Músicas da Minha Vida - Parte 19

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"Trainspotting"; A verdadeira juventude transviada...

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"Trainspotting"
(De Danny Boyle, 1996)

"Escolha a vida..."

Depois de um texto introdutório onde a vida é um cheque sem fundo. Vemos o fundo da vida, e seu fundamento. Uma piscina de merda, cheia de patinhos felizes com a comida do dia.

Quando saiu, em 96, o filme foi a sensação entre todos os tipos de vertentes. Desde os catedráticos, discutindo a crueza e a superficialidade que a vida era mostrada, até, obviamente, os jovens que, numa onda avassaladora de moda onde 'quanto mais magro, melhor', se identificaram rapidamente com a turma de Mark Renton e cia.; A tríade sexo/drogas/rock and roll aqui é trocada por frustração/overdose/viagem musical com a mão seca de Danny Boyle, que com pequenas metáforas inseridas durante o filme, demonstram o vazio existencial de uma geração inteira, abastecida por heroína e desesperança.

Tudo envolto numa trilha sonora inesquecível, onde em certos momentos, são presenteadas com verdadeiros clipes inseridos no meio do filme. Como na cena antológica de abertura, ao som de "Lust for Life" de Iggy Pop, ou na overdose ao som de "Perfect Day", de Lou Reed. Mesmo durante os momentos mais tristes e pesados, o clima de interpretação bizarra e exagerada, da uma cara estranha ao filme, chocando sem impressionar. É até amendrotador pensar dessa forma pelo o que vemos, mas esse é meu filme preferido e eu nunca mergulhei numa privada atrás da minha felicidade... Enfim, vocês entendem...

Uma viagem ácida (opa!!!) pela juventude desiludida, perdida e esquecida. Amada pelo que um dia foi e condenada a ser algo que provavelmente á matará. Perfeito e inesquecível. Entenda algo que você tem medo. Ou experimente a sensação 'melhor que qualquer orgasmo...'.


"Clube da Luta"; Mude a sua vida...

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"Clube da Luta"
(De David Fincher, 1999):

"Você não é a sua conta no banco... Você não é a sua carteira... Você não é a roupa que você usa... Você não é o carro que você dirige... Nós somos as únicas merdas que cantam e dançam no mundo!!!"

O que poderia ser mais apropriado nos dias de hoje, do que a afirmação que todos os nosso valores são errados, e que a felicidade pode estar do outro lado, onde nós, pessoas ocupadas e 'importantes', não vamos por estarmos todos conectados a uma mesma 'simulação neurocinética' chamda 'Mat...', ops... Filme errado...

Mas, o que vemos em 'Clube da Luta', nada mais é, do que a mesma idéia de 'extremidades' mostrada, obviamente de maneira diferente, em 'Matrix'; A de que nós estamos no caminho errado, e o único caminho é o amor. Amor? Pois é... Aquele mesmo guardado lá embaixo, como apoio da prateleira da auto-afirmação, trabalho, ambição, solidão e ego. Olhe no espelho e diga á sí mesmo que você é feliz. Depois, peça a conta e veja a porcentagem do amor. Vê, estamos todos enrascados, não é?

Com um elenco estelar e fantástico, o diretor David Fincher, acelera frenéticamente o ritmo, jogando na cara do público dividido entre a estupefação e a incompreensão, toda a frustração de uma geração, a dele próprio. Yuppies engravatados dos anos oitenta, com seu apartamento, suas contas e sua solidão. Num trabalho de edição vigorosa, sensacionalista e violenta...

VIOLÊNCIA. Essa é a palavra preferida de muitos hoje em dia, e foi a palavra mais usada para opinar sobre o filme. E ele é violento? É. Muito. Mas, o que é violência pra você? Ahh... Essa é a pergunta, não...

O filme é o encalhe mais cult da década passada. Obviamente, esquecido por incompreensão. Olhar o própiro umbigo dá torcicolo e faz mal á coluna, não é? Pois é... Abra o coração para o pontapé. Cuspa pra cima e espere cair na testa. Engula a verdade e não enfie o dedo na goela pra vomitar de volta. Respire o sangue... Transe com amor, beije seu filho, abrace seu amigo, agradeça seu pai... Isso é o clube da luta. Isso é o clube da vida.

Depois da luz, as trevas... O novo trailer de "Dark Knight Rises"!!!

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Depois do colorido final de semana, com o verdadeiro 'Comic Book Movie' da Marvel, ontem a noite saiu o novo trailer de "The Dark Knight Rises", terceiro e último capítulo da saga do Homem Morcego dirigido por Christopher Nolan. A diferença é tão grande que até parecem água e óleo...

"Os Vingadores", ou "O melhor filme DE quadrinhos de todos os tempos!"

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Ir assistir a um filme dos estúdios Marvel hoje em dia é um evento; Do nerd fanático, passando pelo antenado até um cidadão comum em busca de entretenimento, todos querem um pedaço desse universo iniciado lá nos idos dos anos sessenta. 

E que bom! Já que apesar de várias concessões, se há uma coisa que as adaptações da Casa das Idéias não são é descerebrados. Desde o primeiro filme do Homem de Ferro, em 2008, a idéia de dar um pouco de diversão inteligente vem acompanhando todos os filmes que vieram a seguir, mesmo quando o sucesso não veio de forma tão intensa, como em "O Incrível Hulk" e "Thor".

Mas, como todos sabem, todos eles foram construíndo um cenário maior, para culminar este ano com a estréia do supergrupo da editora, Os Vingadores. 

Sempre lembrados como a "Liga da Justiça da Marvel", desta vez, a propabilidade de a Liga se tornar um "Vingadores da DC" é bem provável, já que a editora concorrente e seu estúdio responsável, a Warner, se mostram incapazes e sem material-base nas mãos para um filme tão interessante e divertido.

 (Nerd Dreams)

E se na mencionada primeira empreitada do estúdio, Robert Downey Jr. foi até certo ponto corajoso em emprestar as suas reconhecidíssimas habilidades como ator para uma papel de super-herói no cinema, hoje, Hollywood sai tapa por uma ponta. E apostando em caras novas, tanto na frente da tela quanto detrás dela, que a Marvel acertou em cheio. 

Os filmes que construiram o universo da editora no cinema não empolgaram tanto quanto a estréia; Tudo parecia bem feito, porém descartável. O medo de que este novo lançamento seguisse essa linha era grande, ainda mais quando Joss Whedon, mais conhecido pelo seu trabalho como roteirista das HQ's da editora do que pelo seu trabalho na TV e no cinema, foi lançado como diretor. Mas a sua nerdice, junto com um cast que pegou o espírito de como agradar gregos e troianos e confiança dos produtores garantiu o melhor trabalho do estúdio até aqui.

O filme não é ação frenética do começo ao fim; A história se desenvolve tranquilamente e com uma amarração perfeita. Os personagens conseguem seu espaço com saídas espertíssimas (como, por exemplo, a utilização do Gavião Arqueiro na primeira parte do filme), deixando todo mundo com espaço de sobras para cenas de ação, diálogos importantes para a trama e momentos cômicos que não deixam em nenhum momento o espectador constrangido. Sim! É como se um verdadeiro 'gibi' ganhasse vida. E não pense que só Downey Jr. fica dos as tiradas; O momentos mais engraçados do filme ficam, pasmem, com o Hulk! Que aliás, finalmente como coadjuvante, conseguiu roubar a cena de um longa mesmo já tendo dois dedicados a sí próprio.

 (Hulk; O rei das piadas)

Não há momentos dispensáveis nas duas horas e vinte de projeção. Tudo se conecta e ainda por cima consegue deixar em aberto todos os próximos filmes da editora, que já engatilhou uma terceira parte do Homem de Ferro e a segunda do Thor para o ano que vem, que devem estar diretamente conectadas com o final deste, e a segunda parte do Capitão América para 2014. Fora que um spin-off da dupla Viúva Negra e Gavião Arqueiro (ou, a parte 'Matrix' do filme) seria sensacional. 

Senti um pouco de falta de 'Easter Eggs', ou detalhes escondidos, durante o filme. Tirando uma menção a Wakanda (terra de um dos personagens mais legais da editora, o Pantera Negra) no mapa no porta aviões da Shield e ao final, quando vemos que Thanos, vilão cósmico da editora, está por trás de tudo, não vimos nenhum outro dar as caras.

"Melhor filme baseado em quadrinhos"? Não. Esse título, ainda está com "O Cavaleiro das Trevas". Mas 'Melhor de filme DE quadrinhos", já que aqui o heroísmo tradicionalista, cores berrantes, quebra paus desnecessários entre heróis e gags cômicas preenchem o papo cabeça, "Os Vingadores" já ganharam com louvor. É um orgasmo infanto-juvenil dos trintões ver Thor e Capitão América lutando juntos, ou as poses do grupo reunido... Meu sorriso estava sempre de orelha á orelha...

Os nerds venceram...


As 1000 Músicas da Minha Vida Parte 18

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"Brokeback Mountain"

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...: "O Segredo De Brokeback Mountain" :...
("Brokeback Mountain")
EUA - 2005
Direção de Ang Lee
Roteiro de Larry McMurtry, baseado no conto de E. Annie Proulx.
Com Heath Ledger, Jake Gyllenhall, Anne Hathaway e Michelle Willians.
Duração: 134 minutos

Não quero fazer um resenha desse filme tendo que explicar o seu teor homossexual. Ficar naquele lenga-lenga de 'fuja do rótulo de faroeste gay' blá blá blá. Quero só falar de um PUTA filme que eu assisti...

A história de AMOR que Ang Lee conta aqui é uma das mais cortantes de todos os tempos. Tão detonadora de corações quanto 'As pontes de Madison', por exemplo. Tão trágica quanto 'As lendas da paixão' (passando longe da cafonice da mesma, diga-se também). Uma história de amor para os 'machos' de coração (desculpem, não gosto de perder a piada...).

Ennis Del Mar e Jack Twist são dois pobretões que enfrentam o dia-a-dia de pequenos bicos até se encontrarem num trabalho na montanha do título. Inicialmente, vemos um gay querendo sair do armário, e um cara com infância sofrida, introspecto. Não por acaso, tem o nome de 'Ilha do mar'. Um cara que não fala por ter se acostumado a não ter ninguém á sua volta.

Num rompante, os dois se apaixonam. E se por um breve momento achamos que tudo aquilo é só 'fogo no rabo' (desculpem, novamente), acabamos por ver uma vida de privações, de mentiras, de imposições... Tudo por causa daquele amor que desceu a montanha.

A edição, felícissíma por sinal, coloca a passagem do tempo (vinte anos, á saber) de modo que não a percebamos. Assistimos as vidas sendo cortada aos poucos. Se temos as paisagens lindas e abertas no começo, mostrando o mundo de possibilidades que os dois vivem, da abertura da cabeça de cada um, no final assistimos ao homem-ilha, trancado no seu pequeno trailer, remoendo o que não teve coragem de fazer.

Um história que fala de amor com coragem. Poderíamos muito bem ter um casal 'rico/pobre', ou 'branco/negro'... Mas se esse é mais um tabú, vamos lá derrubá-lo. Tudo é primoroso. E tudo é contestador sem querer ser. Da cena de sexo masculinamente intensa, ao beijo de reconciliação. Das brigas 'marido/mulher' ao final. Esquece-se que estamos vendo dois homens na tela (heterossexuais na vida real, diga-se). E dois dignos de Oscar.

Se o preconceito te abala, não vá ver. Você não merece.

As 1000 Músicas da Minha Vida - Parte 17

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"21 Gramas". Ou; Como fazer um filme pesado...

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"21 Gramas"
("21 Grams")
EUA - 2003
Dirigido Por Alejandro González Inãrritu
Roteiro De Guillermo Arriaga
Com Sean Penn, Benício Del Toro, Naomi Watts e Charllotte Gainsbourg.
Duração: 125 minutos

Quanto pesa a culpa?

Essa é a pergunta do filme.

E a culpa através do morte e do renascimento? Essa sim, faz a diferença...

É assim, nesse amontoado de paradigmas, que o segundo filme de Alejandro Inãrritu ("Amores Brutos"), consegue impressionar. Assim como a sua edição não linear, que embaralha, mesmo que desnessariamente, a trama simples e triste, transformando tudo numa experiência incrivelmente densa.

Um homem doente, porém abençoado com o amor e a sorte. Uma mulher abençoada com o amor, porém, prestes a perder tudo. E um homem arrependido e infeliz, que não consegue absorver o amor em sua vida de culpa e erros.

Sean Penn, Naomi Watts e Benício Del Toro funcionam como uma jóia rara no filme. Todos estão perfeitos, sempre á um passo da perda total. Poesia de olhares e de sangue. Redenção pela culpa...

Na história, vemos esses três personagens se embaralhando devido a um acidente que: a) vitíma a família de Christina (Watts), deixando seu castelo no chão, b) dá uma nova esperança ao doente Jack (Penn), que espera um doador para o seu coração em frangalhos, e c) tira a esperança e enche de ódio a vida do ex-presidiário Jack (Del Toro), que após sair da prisão, teme á Deus a sua vida e seu destino, e vê no trágico acidente que ele causa, o fim da sua fé.

E é assim, totalmente fragmentado entre o passado, o presente e o futuro. Caminhando pelo o não-linear, que a história é contado. Difícil por cinco minutos, a narrativa picotada é perfeita. Cinema de autor, é verdade, mas louvável e impressionantemente belo. Filmes assim, são os que fazem diferença no final do dia... Repensando e construindo novamente...

Quanto vale a vida, afinal? Dependendo do peso, muito.


Radiohead; Show do Coachella 2012 na íntegra!

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Cara... Radiohead... O que dizer que já não foi dito?

Banda da minha geração...

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